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Eduardo Jorge deve disputar mandato para deputado estadual

Eduardo Jorge deve disputar mandato para deputado estadual

Depois de muita reflexão, o dirigente nacional e ex-candidato a Presidência da República pelo Partido Verde (2014), Eduardo Jorge, através de um artigo publicado em sua página, no Facebook, determinou seu caminho político para 2018. Quer disputar mandato para deputado estadual, por São Paulo. Leia na íntegra:

Mais Brasil, menos Brasília

Por: Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho


No texto facebook de 11/6/2018 (ver) “Eleições 2018: ser ou não ser candidato” agradeci aos muitos que me incentivaram a novamente participar da disputa presidencial e procurei explicar porque isto não será taticamente adequado. Na ocasião prometi voltar às eleições 2018. Aqui está um segundo capítulo deste assunto.

Depois de pensar bastante entre as opções de disputar uma vaga federal ou estadual tomei uma decisão.

Sairei candidato a deputado estadual.

Eu tenho consciência que se fosse para Brasília (isto é, se fosse eleito, pois voto é coisa difícil) teria o que dizer e contribuir, pois tenho experiência e ideias como já provei nos 5 mandatos anteriores (1983/2003), aprovando projetos relevantes mesmo estando todo este período sempre na oposição. Oposição construtiva. Coisa muito rara posso assegurar para vocês (SUS, Medicamentos Genéricos, Farmácia Popular, Planejamento Familiar, Banimento Amianto, Regulamentação do Benefício de Prestação Continuada, etc...).

Porém, os anos mais recentes participando da política me convenceram que a jovem democracia brasileira sofre de uma doença crônica que vem de muito longe, Colônia, Império e República. É o excesso de centralização de poder político. Isto aconteceu em Salvador, no Rio de Janeiro e agora em Brasília.

Fui deputado constituinte em 1987/88 e nós acreditávamos que a nova Constituição de 1988 seria um impulso descentralizador forte. Hoje vejo que não conseguimos. Lendo a atual constituição posso até dizer que ela é tão centralizadora quanto a constituição do período da ditadura militar. Nós não só mantivemos todas as atribuições e poderes em Brasília, como até ampliamos em novas áreas de políticas públicas.

Isto diminui o federalismo brasileiro (muito fraco quando comparado com outras grandes federações). Isto distancia enormemente o poder político real do cidadão que vive nos estados e municípios. Esta distância leva a um comportamento de alienação dos brasileiros na sua obrigação/direito de participar, base de toda verdadeira democracia. Sem povo não há democracia.

O brasileiro oscila entre uma atitude de revolta/ceticismo/omissão. Tudo espera de Brasília e tudo culpa Brasília pelas nossas dificuldades.

Assim para os anos de militância política que me restam... quero me dedicar ao fortalecimento da participação popular em todas suas dimensões. Nos bairros, nas ONGs, nos sindicatos, nas redes sociais, nos municípios, nos estados da Federação. Claro não esquecerei Brasília e sua posição chave em toda esta arquitetura. Vamos ajudá-la com propostas, críticas e pressão de baixo para cima.

Tenho estudado também com curiosidade o princípio da subsidiariedade originário da doutrina social cristã, primeiro calvinista e depois do renovador papa Leão XIII no final do século XIX e acolhido pela União Europeia (que tanto admiro) e constituições de Portugal, Itália e Alemanha. Ele defende a centralidade filosófica e política da pessoa, de cada pessoa e a atitude virtuosa de que tudo que pode ser bem resolvido e executado pelo nível local, assim deve ser feito. O poder mais central deve agir de forma complementar e supletiva sempre ambos orientados pelo bem comum assegurado pela constituição democrática. Exatamente o que não vemos no Brasil de hoje!

O ideal é uma articulação equilibrada de poderes central, regional e local sempre orientada pelo bem comum.

É nisto que acredito hoje.

Aliás um pouco intuitivamente isto já estava no Programa PV2014 “Viver bem, viver verde” que defendi. Lembrem do “mais Brasil, menos Brasília” que teve alguma popularidade na época.

Amigos, peço que leiam com paciência este texto e se acharem adequado de alguma forma, me ajudem em 2018.

Seguirei neste diálogo de pré-candidato em um futuro capítulo falando do que podemos defender nesta próxima disputa, com ideias que podem ser úteis tanto em São Paulo quanto nos demais estados do Brasil. Ate lá!


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