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PV defende rejeição ao texto que flexibiliza Estatuto do Desarmamento

pv defende rejeicao ao texto que flexibiliza estatuto do desarmamento

A comissão especial que analisa mudanças no Estatuto do Desarmamento (PL 3722/12 e apensados) iniciou no ultimo dia 20 a discussão do substitutivo do relator. Durante o debate entre os parlamentares, o líder da bancada do PV, deputado Sarney Filho (MA), seguindo orientação do Partido, reafirmou a posição contra a flexibilização do estatuto e defendeu a rejeição do texto.
 
“Violência gera violência, isso é antigo. A arma é a expressão maior da violência e, ao ampliarmos a possibilidade de portadores de armas, estamos seguramente ampliando a violência. Não devemos aprovar esse relatório, pois tudo aquilo que vier para aumentar a possibilidade de violência em um mundo injusto, em um país desigual, é perigoso”, alertou Sarney Filho.
 
Na tentativa de sensibilizar seus colegas parlamentares para o risco da aprovação da proposta, o líder do PV relatou casos de mortes provocadas por armas de fogo e citou críticas do Papa Francisco aos fabricantes de armamentos. “Quero tirar um pouco o foco da matéria e passar para o espírito, e para isso me sirvo de algumas frases do Papa Francisco”, iniciou.
 
“Em Junho de 2014, o Jornal La República destaca, “Quem é servo do poder, quem fabrica armas, nunca será feliz no além. Poder e vaidade não nos levam a nada”. Na mesma reportagem, conclui: “Os corruptos, aqueles que fazem tráfico de escravos e os fabricantes de armas, que são mercadores da morte, deverão prestar contas a Deus.” Em junho desse ano, a Agência Reuters também citou críticas do Sumo Pontífice. “Pessoas que fabricam armas ou investem na indústria armamentícia estão sendo hipócritas se chamarem a si próprias de cristãs”, relatou.
 
O deputado destacou tragédias recentes como a ocorrida no dia 1º de outubro, na Universidade de Oregon nos Estados Unidos, onde um atirador matou 10 pessoas e feriu 20. “O Papa é um líder religioso importante e a igreja católica sabe historicamente da sua responsabilidade, portanto é uma palavra da igreja católica”, disse.
 
“Nós temos que ter a cultura da paz, e nosso partido prega e cultura a paz, a irmandade. Gostaria que as palavras do Papa, e esses relatos sobre tragédias em função do uso de armas fossem levadas em conta. Que a gente pudesse rever e rejeitar esse relatório para dar um fim e um basta a essa questão”, pediu o líder do PV.


Fonte: Bancada do PV na Câmara dos Deputados
Secretaria Estadual de Comunicação
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