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Eduardo Jorge propõe fim do acordo nuclear Brasil-Alemanha

1Eduardo-Jorge-propoe-fim-do-acordo-nuclear-Brasil-Alemanha8 de novembro de 2014 é a data limite para o governo brasileiro solicitar a não renovação da cooperação Brasil-Alemanha para energia nuclear

Nesta quinta feira, 04/09, Eduardo Jorge, candidato do PV a presidente, protocola em Brasília pedido de audiência com a Presidente Dilma Rousseff e com o Embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann, propondo a não renovação do Acordo de Cooperação Brasil-Alemanha na área de energia nuclear. Assinam os pedidos de audiência, além de Eduardo Jorge, Chico Whitaker – membro da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares – e Greenpeace Brasil. Os pedidos serão protocolados no Palácio do Planalto às 9h30 e na Embaixada da Alemanha às 12h.

O Acordo foi assinado em 27 de junho de 1975, no auge da ditadura militar brasileira, e entrou em vigor em 18 de novembro daquele mesmo ano, com validade de 15 anos. Além de cooperação científica, o contrato prevê o uso da tecnologia alemã para construir, no Brasil, até oito usinas nucleares, uma usina de reprocessamento de combustível atômico e outra de enriquecimento de urânio. A cada 5 anos, se nenhum dos dois países denunciar oficialmente o tratado, até um ano antes da data prevista para sua revalidação, o Acordo é automaticamente renovado. Até 18 de novembro de 2014, portanto, é possível romper o Acordo, para que esteja extinto a partir de 18 de novembro de 2015.

“Este alerta me foi dado pelo Chico Whitaker, quando participei do Fórum Social Temático de Energia em agosto deste ano. É inadmissível que o Brasil, com todo este potencial de geração de energia solar, permaneça investindo em energia nuclear”, define Eduardo Jorge. “O PV defende a energia solar como a mais importante fonte de energia para o futuro. Queremos estabelecer metas para sua utilização em todo o país. Em dez anos a energia solar vai ser competitiva em 80% do território”.

Segundo informações da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares, o Acordo Nuclear representou cerca de um terço da nossa dívida externa, no início dos anos 80 e gerou usinas que fabricam menos de 2 % de toda a eletricidade produzida no País, apesar de ter custado cerca de 14 bilhões de dólares. Em 2004, o Brasil aceitou a proposta do Governo Alemão para substituir o Acordo Nuclear por outro, centrado em fontes renováveis. Mas, só quatro anos depois, em 2008, a negociação foi concluída e assinado o Acordo de Cooperação no Setor de Energia, com Foco em Energias Renováveis e Eficiência Energética, que está indo num ritmo muito lento.

Os que assinam esse pedido de audiência julgam que esse novo acordo, que deve substituir totalmente o antigo acordo feito na ditadura militar, deve tomar outra proporção: uma aliança estratégica de longo prazo entre Brasil e Alemanha, principalmente em torno da pesquisa, implantação e exploração da energia solar no nosso território, de maneira que uma união Brasil e Alemanha nesse campo possa coloca-los numa posição de vanguarda mundial nesse tipo de energia que vai ser a mais importante para a humanidade nas próximas décadas, em condições de concorrer em pé de igualdade com a China e com o EUA e se tornar um polo de difusão dessa tecnologia para países de todo o mundo, principalmente da África e da América do Sul.

Em 2011, a Alemanha declarou que desligará todas as usinas atômicas de produção comercial de eletricidade até 2022. O governo justifica a decisão alegando problemas de insegurança. O colapso de Fukushima – até hoje fora de controle prova que a energia nuclear tem riscos muito grandes. Além disso, comparada a outras fontes, ela não é competitiva, devido aos altos custos de construção, do encerramento da operação das indústrias e do controle do lixo nuclear.

O perigo atômico não se limita às usinas. Ele está presente em todo o ciclo de produção dessa energia (na mineração, no transporte, nos reatores de pesquisas, nas usinas de enriquecimento e de produção do combustível e na questão insolúvel da guarda do lixo radioativo). Os acidentes, cada vez mais graves, provam a insegurança desta tecnologia, que nunca poderá ser considerada “limpa”, porque gera graves e insolúveis impactos sociais e ambientais no presente, ameaçando as futuras gerações.


Fonte: http://www.eduardojorgepv.com.br/


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